"3º lugar dos mais vendidos da Siciliano (Informática), 18 semanas consecutivas em 6º lugar"
 
CAPÍTULOS DO LIVRO
INTRODUÇÃO

Não é de hoje que vemos o quanto à informática em tão pouco tempo evoluiu em suas diversas áreas.

Antes de começarmos a falar de computação gráfica, eu gostaria de salientar sua importância para o avanço do desenvolvimento da humanidade.

Desde a idade das cavernas, o homem tem a necessidade de transmitir e registrar seus conhecimentos, o que naquela época era feito através de pinturas nas cavernas; muito tempo depois, o homem já dominava a tecnologia do trabalho com metais, a navegação à vela, domesticação de animais. Mas todo esse conhecimento era passado verbalmente de pai para filho, assim como a história de sua família e cidade, o que não assegurava exatidão para perpetuar o conhecimento para as próximas gerações.

Eles criaram símbolos que representavam os sons vocais, através de uma escrita chamada cuneiforme, que consistia em marcas feitas em tabletes úmidos de barro, que depois eram secados ao sol, mas sua didática era muito complicada para os comerciantes e outros povos.

Também os egípcios utilizavam os hieróglifos, uma manifestação da escrita que se dava através de desenhos gravados em pedras, madeiras, etc. Porém também esta forma de escrita era muito difícil e não foi assimilada pôr comerciantes e povos de outras “tribos”.

Os fenícios foram os primeiros a desenvolverem o alfabeto fotográfico, criado por Cadmoum, um príncipe fenício contemporâneo de Moisés. Este alfabeto foi muito assimilado por outros povos, dando origem ao alfabeto Hebraico, Aramaico, Grego Antigo, o Alfabeto Latino, entre outros.

Mas a grande revolução do saber viria com Johannes Gutenberg que juntando a escrita, o papel e a tinta já usada por chineses e egípcios inventou a prensa e o tipo móvel dando um grande passo para o desenvolvimento da humanidade. Seu invento se difundiu pelo mundo todo e se desenvolve até hoje.

Com a invenção e o desenvolvimento dos computadores, uma verdadeira revolução tomou conta da indústria gráfica. O Desktop Publishing, fez com que a mídia impressa se tornasse muito mais rápida, fácil e dinâmica.

Apesar de toda essa revolução e facilidade, ainda depende do homem por trás do mouse conceitos como tipologia, cores e um universo de informações que fazem a diferença na folha impressa.

Assim, creio que apesar de tanto tempo, ainda hoje, a computação gráfica é uma arte que engatinha.

Por isso, achei extremamente necessário a elaboração de um livro onde pessoas interessadas e/ou profissionais da área de DTP, design gráfico, propaganda, criação, arquitetura, fotografia e impressão gráfica em geral, pudessem encontrar informações vitais na área de editoração eletrônica e desenho por computador.

Neste livro você entenderá melhor este segmento da Computação Gráfica que é a Editoração Eletrônica.

Além de explicar, passo a passo, todas as etapas do processo de uma produção gráfica, relatarei como é o mercado nos dias de hoje - e embora seja cada vez mais complicado distinguir todas as etapas do processo de produção gráfica, este livro traz uma noção geral de como “funciona” o meio gráfico e de editoração eletrônica – indo do processo de impressão tradicional ao mais moderno processo (impressão digital) passando por diversos outros relevantes assuntos.

Várias pessoas querem iniciar um negócio de impressão digital (isso chega a ser uma tendência cada vez mais forte no país) ou simplesmente montar um escritório de criação, design, etc., e outras, já trabalhando na área, estão constantemente buscando informações e atualização para seus conhecimentos - o que é fundamental neste ramo - daí então a motivação de fazer esse livro com a intenção de mostrar para os iniciantes e profissionais (que por ventura não conheçam a história dessa área), como foi e como é o processo de produção de peças gráficas a partir de um computador, seja ele PC ou MAC.

O Brasil é hoje um país que pouco produz peças gráficas se compararmos com outros países como os Estados Unidos. Segundo pesquisa em uma das mais conceituadas publicações da área de editoração eletrônica – que está também presente no Brasil - a revista PUBLISH, o consumo de papel per capita no Brasil é de mais ou menos 15% do consumo norte-americano. Com base nessa informação deduzimos que o mercado nacional tem ainda muito a se expandir nesse sentido.

É importante dizer que essa expansão do mercado, também depende de fatores relevantes, como por exemplo: o poder aquisitivo da população de baixa renda e também de sua educação, para que esta parcela da sociedade, que sempre foi carente de informação, passe a ser consumidora de bens culturais (livros, revistas, jornais, informação, etc.)

Espero que este livro, esteja também contribuindo para o crescimento do setor que tanto tem a ser explorado e expandido.

Boa leitura.

Dario Pimentel
 
 
 
 
 
 

 

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